Com uma área de 123 ha inserida na região metropolitana de João Pessoa, a Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo foi criada em junho de 2004, objetivando preservar Manguezais, Vegetação Herbácea de Restinga e um dos últimos remanescentes de Floresta de Restinga do Estado da Paraíba. A unidade de conservação e seu entorno no estuário do rio Paraíba, são Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade (Portaria N.9/2007-MMA), destacando-se tanto em grupos zoológicos (Aves, Elasmobrânquios, Peixes, Bentos e Mamíferos), quanto em habitats (Restingas, Banhados, Estuários e Recifes). As principais ameaças para a conservação da sua biodiversidade estão relacionadas a expansão urbana, isolamento do fragmento e poluição por esgoto doméstico e gases oriundos do transporte urbano.
O histórico da área da Floresta Nacional mostra um variado grau de antropismo ao longo do tempo. Nos anos 30 do século passado, onde é hoje sua sede administrativa, tentaram implantar uma usina de açúcar (a única no litoral paraibano), mas não lograram sucesso. Posteriormente, a área foi ocupada pelo IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), para atividades técnicas e administrativas. Em 1971 uma pequena área foi cedida para a AMEM (Associação Metropolitana para a Erradicação da Mendicância), até que nas décadas de 80/90 houve a cessão de uso para o IBAMA, a implantação de um posto de fomento florestal e das sedes administrativas de seus centros de pesquisa com aves e primatas. Somente em 2004 foi criada a unidade de conservação federal, que passou a ser gerida pelo ICMBio a partir de 2008. Atualmente a Flona Restinga de Cabedelo desempenha um papel importante para a conservação da região do estuário do rio Paraíba, pois propôs e coordena o Projeto Extremo Oriental das Américas em parceria com as prefeituras municipais de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita e Lucena, além de 3 universidades (UFPB, IFPB e UEPB), Docas da Paraíba e Marinha do Brasil.
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